Poucas são as pessoas que se podem orgulhar de marcar a diferença e colocar o seu nome na história. Tomaz Morais e os seus lobos conseguiram isso mesmo, por mérito próprio e com um esforço e dedicação extraordinário, que torna mais saborosa a conquista.
A qualificação de uma equipa amadora para uma Taça do Mundo de Rugby (perdoem-me o pecadilho, mas prefiro dizer no original...) é inaudito e é uma lição que nos transporta para o espírito do que foi este desporto durante décadas. Portugal relembra por isso ao Planeta do Rugby que mais do que milhões é necessário ter paixão, paixão desenfreada por um desporto em que mais que quebrar os limites do adversário é necessário vencer os próprios limites.
Em França, no passado dia 9, Portugal voltou a fazer história ao bater-se de igual com a Escócia (mais centímetros e mais quilos, mais velocidade e mais experiência), uma velha senhora do desporto.
Portugal acabou por fazer um resultado brilhante, ao nível de outras selecções de segundo plano desta Taça do Mundo, mas que têm muitos mais anos de competição de alto nível e outros mundiais no historial, tendo conseguido por um largo período do jogo equilibrar o mesmo.
Assim se criam novos heróis nacionais...
São-no pelo esforço, pela abnegação e pelo espírito de sacrifício.
São-no, sobretudo, pela forma inesquecível como cantaram a Portuguesa, fazendo-a ouvir de forma insurdecedora no estádio. Não me recordo de alguma vez ter visto jogadores de uma selecção nacional cantarem o nosso hino com tanta paixão e depois entregarem-se ao jogo com a alegria e vontade de quem está destinado a fazer coisas muito bonitas.
Muitos parabéns Lobos!!!
Agora, dia 15 de Setembro, vem aí o jogo de uma vida.
A melhor equipa amadora do mundo defronta a melhor equipa profissional do mundo.
É mais um jogo histórico e, independentemente do resultado, estamos certos que os Lobos jogarão com a mesma alegria e empenho que no jogo com a Escócia e voltarão a encher o país de orgulho.
FORÇA LOBOS!!!
PS - lamentável é que neste país pequenino, mais pequenas sejam as mentalidades; se aqueles homens fazem tanto para elevar o nome do país, o mínimo que se podia fazer por eles e pela modalidade era transmitir os jogos da selecção nacional em canal aberto; assim dificilmente conseguimos crescer e agregar novos praticantes.
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